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Como dar as boas-vindas ao teu bebé

Stress Free Pregnancy - Susana Lopes

O nosso bebé viveu cerca de dez meses no útero, com cerca de 37 graus centígrados, quente, sem muita luz, sem muito som, sendo o útero a sua casa, protegido pelo líquido amniótico, num mundo aquático sem peso nem resistência. Balançando de um lado para o outro e movendo-se, esticando os membros, ouvindo a voz da sua mãe e notando a influência que a voz do seu pai tem sobre ela, através do seu batimento cardíaco, produção hormonal e corrente sanguínea.

Os fatores externos são amavelmente geridos pela sua mãe e dificilmente o perturbam, e de repente, no momento do seu nascimento, encontra-se num ambiente totalmente novo, luz em vez da escuridão, ar no lugar da água, ruído em vez do silêncio. Estímulos tão diversos que requerem uma resposta imediata, e o bebé tem uma adaptabilidade incrível.

Podemos tentar suavizar esta passagem para um mundo totalmente novo e estimulante para que este momento não seja impresso na memória dos nossos bebés como um momento traumático, mas como uma experiência pacífica e feliz.


Para o parto, a mãe deve escolher um lugar onde se sente segura e pronta para se expressar como quiser, ser rude ou doce, gritar ou ficar calada, colocar-se em posições inesperadas e seguir a sua intuição.

Assumindo que estamos num trabalho de parto normal, a mãe pode ter uma parteira ou uma doula ao seu lado, e sugerir que, no momento da descida do bebé, as luzes da sala sejam mais fracas, que o silêncio prevaleça e que a sua voz seja a primeira a ser ouvida pelo bebé.

Ela pode pedir que o seu bebé seja colocado no seu colo assim que nasce para que ele sinta o calor do seu peito e ouça o seu batimento cardíaco, promovendo o contacto pele-com-pele que é tão importante para a conexão e facilitador da relação dos dois e da capacidade de amar. No abraço pacífico da mãe, o bebé pode naturalmente ser motivado a amamentar na primeira meia hora de vida, e o cordão umbilical só deve ser cortado quando deixar de entregar oxigénio ao bebé (quando deixa de pulsar).

Se der à luz na água, o bebé deve ser gentilmente trazido para a superfície sem qualquer pressão. No quarto talvez apenas a mãe, o pai, o bebé e as pessoas que achem importantes à nascença. A mãe pode pedir que os exames pediátricos sejam feitos com o bebé nos seus braços ou na sua presença e que o pai vista e limpe o bebé. Depois a mãe ou o pai podem cantar uma canção que seja familiar ao bebé desde a sua vida intrauterina.

Queremos resgatar a atmosfera quente da barriga da mãe, onde o bebé se irá sentir mais confiante e confortável, usando a mãe como auxiliar de uma nova etapa da sua vida, projetando-o através do amor incondicional e aumentando a força da ligação cósmica entre ambos.

 

Sem a perpetuação do amor maternal, não podemos sobreviver física e emocionalmente.

 

Quando damos as boas-vindas ao nosso bebé após o nascimento entramos no chamado "quarto trimestre da gravidez”, os primeiros três meses da vida de um bebé. O teu bebé precisa tanto de ti para sobreviver como quando estava dentro do útero. Este é o momento em que a mãe começa a amamentar, ajudando o bebé na sua sobrevivência, no seu desenvolvimento mental e emocional, e adaptação ao mundo exterior. O leite materno é um alimento vivo, completo e natural, adaptável às necessidades imunes e fisiológicas do bebé a cada momento da sua vida.

Mesmo que a mãe enfrente os seus próprios desafios após o nascimento ou durante a amamentação, não nos podemos esquecer que tanto a mãe como o bebé continuam a trabalhar em equipa. Toda a ligação que partilhavam durante a gravidez através do «sangue vermelho» da mãe está agora a ser facilitada através do «sangue branco» da mãe.

A amamentação é uma experiência única e gratificante, ajuda a fortalecer a ligação e a comunicação entre mãe e bebé, desenvolve a capacidade psicomotora do bebé, aumenta a sua autoestima e segurança, previne infeções mais ou menos graves, alergias e doenças, com benefícios para a saúde e bem-estar de ambos.

 

A mãe estimula e transmite confiança e conforto ao bebé para enfrentar esta nova fase da sua vida, transmitindo amor e energia positiva.

 

Enquanto a mãe está a amamentar, também produz um conjunto de hormonas que ajudam à contração uterina, reduzem a perda de sangue e aceleram o processo de devolver o útero ao tamanho normal após o parto.

O bebé também passou meses aconchegado no útero sem muito espaço, portanto a maioria dos bebés adora que se replique esse calor quando os aconchegamos ou embalamos, quando os abraçamos com um cobertor confortável. Pode carregar o seu bebé com um sling apropriado para que o seu bebé possa sentir o seu corpo e movimento, tal como sentia quando estava dentro da sua barriga. Pode colocar as músicas que usou durante a gravidez para promover a paz de espírito e relaxamento do bebé, ou fazer contacto pele-com-pele no seu peito para que o possa sentir e ouvir o seu coração.

Assim que o seu bebé nasce, pode iniciar a sua prática de paz interior e relaxamento o mais rápido possível, ou até mesmo partilhar momentos bonitos com o seu bebé, por exemplo numa aula partilhada de yoga para mãe e bebé assim que o seu médico recomendar, quando se sentir bem e estiver mais habituada à sua nova rotina.

Estas aulas vão ajudar a recuperar o equilíbrio hormonal, recuperar a sua forma física, energética, emocional e mental, tornando-a mais forte e resiliente à mudança de vida que agora começa. Nas minhas aulas de yoga para mães e bebés, tenho bebés desde as 3 semanas aos 18 meses, e é a continuação de mais uma fantástica partilha entre mãe e bebé!

  

Quem sou eu?

Olá! Eu sou Susana, sou educadora prénatal e professora de yoga. No meu dia a dia, se não estou com meus 3 filhos, eu ajudo e dou apoio às necessidades das novas mães e dos seus bebés. Sou a fundadora do Programa Yoga para Grávidas, Yoga pós-parto e Yoga para Toda a Família, autora do livro Yoga e Maternidade, membro da APPPAH (Associação de Psicologia e Saúde Pré-natal e Perinatal) e Presidente da Associação Norueguesa de Educação Prénatal. Para mim a gravidez, nascimento e maternidade conscientes envolvem uma conexão muito mais profunda connosco próprias, com o nosso corpo, com as nossas emoções, com o poder da maternidade em nós, e uma conexão mais profunda com bebé. Tenho mais de quinze anos de experiência como professora de yoga e hoje orgulho-me de ter ajudado centenas de mulheres um pouco por todo o mundo.


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O Livro

O livro Yoga e Maternidade é o primeiro livro em Portugal, de uma autora portuguesa, dedicado aos benefícios do yoga durante a gravidez, para aliviar o stress e o desconforto típicos deste período, e para estimular o vínculo entre mãe e bebé.

Começando pela sua experiência pessoal de três gestações, educadora pré-natal e experiência da prática do yoga por mais de 20 anos, Susana Lopes oferece neste livro uma série de técnicas de respiração, posições, meditações e relaxamentos, adaptados às necessidades específicas das mulheres e que lhes permitem sentirem-se mais presentes em todas as diferentes fases da sua gravidez, aumentando o seu bem-estar, autoconfiança e oferecendo uma maior conexão e comunicação com a vida que está a ser gerada dentro de si.

Esta é uma leitura inspiradora acompanhada de fotos, ilustrações e informação acessível a mães, professores do yoga e profissionais que trabalham com gestantes.

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